A um bom leitor, uma palavra basta.



Não leiamos para fugir da realidade, não usemos a literatura como refúgio, usemo-nas para resolver os problemas da vida, dá soluções, dá nome aos bois. Encare a leitura como um espelho e uma janela, conselho este dado por meu professor e que levarei á cova.

Espelho pois reflete nosso eu, nossas misérias, defeitos, qualidades, a condição humana, e janela, pois nos permite vislumbrar o lado de fora, além da casa que somos nós, e esse simples olhar nos dará as inúmeras ferramentas e possibilidades de melhorar, de se tornar um ser mais maduro.

Alcochoemos nossa inteligência nos bons referenciais, e para-se fazer isso é preciso tato e circunspecção, uma vez que para encontrar boas bases, exige-nos tempo e processo; e o processo é, sem dúvidas, complicado e maçante, porém, tem seus bons frutos. 

Para dá início é simples: basta ler. 

Não precisa ser um calhamaço, comece com os pequenos mesmo, mas que essa leitura o atraia de alguma forma, seja porque despertou-lhe curiosidade, ou porque responde suas perguntas. Abandone as porcarias das listas de leitura, elas só trará frustrações e embaraços. Atente-se apenas numa coisa: em começar. 

Esqueça, também, as frescuras-literárias criada pelo o grupelho de livros, isso é estupidez, pois não há nada mais embaraçoso do que uma torrente de regras sem sentido, despreze-as imediatamente; e repito, apenas leia. 

Escreva, reescreva, transcreva seus pensamentos, dê pausas, pesquisa se for preciso. — O que é isso? Eu não sei, então proponha-se a investigar, como um bom garimpeiro que peneira aferradamente a encontrar ouro. 

Quando estiver lendo, considere que o autor é uma espécime de oráculo, não o olhe com escárnio, ou relutância, entregue-se ás suas ideias, compreenda que em toda seus ditos há razões, e verdades a serem consideradas, isto se chama olhar sem pre-conceito.
E aqueles que enxergam por suas crenças, acabam vendo somente as costas do mundo, não veem o todo.
Deixe para apresentar suas críticas depois de ter o lido por completo. O erro crasso começa na medida em que achamos que sabemos mais daquilo que de fato sabemos; lembre-se sempre: “O que conhecemos é uma gota, o que há a ser descoberto é um oceano.” Por mais simplória e prosaica que essa frase possa parecer, ela revela uma grande e profunda verdade. 
É lógico que nem todos os livros necessitará do mesmo método, haverá uns que você lerá apenas por passa-tempo, e já outros porque terão-lhes algo a oferecer — segundo Mortimer Aldler.

Contudo, isso não invalida a possibilidade de acharmos os berloques disfarçados nas simples orações e frases. Pois bem, sem mais cerimônias, sigam somente este conselho, caso os demais tenham sidos demasiados: leia!


Comentários

Postagens mais visitadas