Como as rãs me despertaram para a compreensão de Chesterton.


 Numa noite invernosa estava eu a terminar de ler as últimas páginas do livro de Chesterton. Quando, subitamente, fui surpreendido por uma rã relativamente grande, logo após outra, e mais outra, quando menos notei, já não prestava mais atenção na história, pois paralelamente uma nova e mais paroxisma surgia.

A presença desses batráquios me causavam agonia e inquietude, vale ressaltar — eu não tenho medo de rãs; contudo, a presença dos anuros tornou-se um vexame a mim. Na medida em que minha paciência batia as pernas e ia embora, a sua ausência era preenchida pela a raiva que, ironicamente, estava gestante, e consigo concebia o sentimento de extinção, sim, comecei a cogitar na hipótese de mata-las, e mediante a este sentimento, fui persuadido a fazer, e assim a fiz.

Minutos após o ato imoralmente desnecessário, tive os pensamentos do momento assaltados pelo o trecho do livro que eu lera. “[...] Ninguém deve deixar que exista no mundo qualquer coisa que tenha medo.” Esta frase foi proferida por Gabriel Syme, sentimento dele que agora era compartilhado comigo, o personagem disse ao seu colega, quando confessava o porquê de está tão obstinado a acabar com o vilão Domingo.

Antes eu não entedia, mas acreditem, as rãs fizeram-me compreender. Meus caros, o medo nos torna inquietos, atormentados, pois ele rouba algo que tanto prezamos — a paz. Logo, por mais abismal que seja, a temeridade nos impete a agir sob os meios extremos, e acabamos sendo tencionados pelo o sentimento de extinguir, pois o fato é — conviver suportando aquilo que nos perturba é mais laborioso, e maior do que o ato cruel de agir imprudentemente para termos o ócio.

Vejam, quando falo de imoralidade, não me refiro em somente matar, mas de se comportar minimamente desvirtuado, para alcançarmos os nossos fins justificáveis. Todavia, é importante que nesses momentos fervorosos e impulsivos, afastarmos-nos daquilo que nos tencionam a fazer; e pôr nossa cabeça no lugar, deixando que a consciência superior governe — Deus.

Afasta-se do maquiavélico pensamento é o correto a ser feito, o medo, meus caros, é um mal conselheiro, embora eu não tenha feito isso, mas nem tudo se trata de acerto, né? Pois bem, o escritor Jacques Phillipe certa vez dissera: “A revolta é frequentemente a primeira reação diante do sofrimento. Porém, o problema é que ela nunca resolve nada adequadamente. Tudo que consegue é somar um mal com o outro. É fonte de desespero, violência e de ressentimento.”

Por fim, digo-lhes, tomemos cuidado, sejamos consciosos ante as frustrações, pois por mais ínfimo que o motivo possa aparentar, esse tornar-se-á o mais desastroso resultado. Todo extremismo é dotado duma irracionalidade. Syme quase caira nessa ilusão, pois quando se encontra no deserto-desesperançoso, o anseio toma rédias, e então achamos que a única solução é usar tudo que nos convém para termos descanso, mas não, basta a cada dia o seu próprio mal.

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