Outras Confissões. Aquilo que não foi dito pelo publicitário.
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| Autopsy / Anatomy of the heart / And she had a heart! (1890) - Enrique Simonet (1866-1927) |
Escrevo por pura vaidade. Sem autoridade. Sem experiência. Sem um fim didático á agregar. Sendo sincero, tudo que há no momento, é uma prematura ideia disforme, do qual não saberei te dizer se terá um final que preste.
Não me responsabilizo por nada. Encontrar algo neste texto que atenda suas expectativas é responsabilidade sua.
Inúmeras ideias povoam minha mente antes de passarem para ponta da caneta, e se tornarem estas palavras. Eu as chamo, carinhosamente, de léxico-transeuntes, posto que apesar de sua impermanência, elas não tem uma morada fixa.
É confuso, eu sei, não o culpo por ainda não estar entendendo nada. E bem sei que há uma numerosidade de incoerências aqui, como por exemplo o título e o texto. Eu não tenho vontade alguma de confessar algo, ou isso parece uma confissão pra você?
Somente escrevo e na medida que o faço, observo a maneira como os pensamentos despretensiosos vão se transformando em palavras à deus-dará.
Às vezes penso que a finalidade na escrita, seja apenas uma atinência, isto é, em algo relativo, e olhe que eu detesto o relativismo. Posso lhe dizer que o que acredito e o que importa agora, não seja o objetivo, e sim a clareza.
Eu sei, falar de clareza após o esforço miserável que você vem fazendo para entender essa embolo seria uma contradição e tanto, não é? Embora tenha te dito que encontrar algo aqui seria responsabilidade sua.
Acho que estou me contradizendo e começando a me importar em atender suas expectativas.
Espero valer seus minutos gastos.
Quando falei de clareza, não era no sentido etimológico da coisa, sabe? Da qualidade do que é inteligível, mas da maneira como profusos conceitos estranhos tornam-se tão familiares por sua sintaxe.
A clareza e a finalidade como toda irmã gêmea são diferentes. Embora estas sejam necessárias para a composição do bom texto, posso dizer que a excelência de fato, reside na clareza. E o fim torna-se mera consequência, até porque isto não é um texto publicitário.
Um último conselho antes de ir: não olhe em excesso para este texto, ele o olhará de volta. Há certas coisas que não precisam de significados. E assim, como já dito, é a escrita. Ao menos fui coeso quando o disse que não saberia se este texto teria um final que preste.
Vamos concordar que o confuso ficou claro.


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