Deus está nos detalhes.
Quando falamos de Deus, quase que por osmose O associamos a uma grande aparição, aquela voz cujo agir e tato são indistintos. E por essa indiferença o notaremos assim, de bate-pronto. Quando na verdade, Ele se revela nos detalhes.
Não confundamos com demostrações prosaicas, como por exemplo o vento; a água; o céu; as folhas. Não nego que tudo isso evidencie o tato do nosso Criador, pois acredito que a beleza da natureza é o carinhoso sorriso de Cristo, mostrado através da matéria. E digo mais, isso tem mais a ver com sua assinatura do que com Sua manifestação em si.
Apesar de simples, Deus é profundo. E isto vai desde do apetecer da fome de um homem maltrapilho que não comia há semanas, e que foi surpreendido por um estranho perguntando-lhe se queria comer algo. Como também, do dinheiro que te faltava, mas que no momento oportuno, você conseguiu quitar suas dívidas.
De semelhante modo, essa mínima ação revela os cuidados de Deus expressos na matéria devidamente humana, no qual essa expressão está enlaçada com a imaterialidade dos sentimentos.
Por vezes, esperamos Seu vozear, com Sua altissonante voz inconfundível, quando na verdade, Ele apenas nos sussurra com um bom-dia, com o respirar, com o comer, e com o apreciar daqueles que amamos.
Os detalhes são os mais importantes, como diria Sherlock Holmes, e emendo: pois eles compõe o todo; e esse todo é Deus, e sua compreensão está em seu pormenores.
Deus não grita, Ele farfalha, não exulta, mas minucia. É comum, repito, esperarmos um comportamento exorbitantemente grandioso, e Ele o faz, posto que o próprio nome nos descreve que Deus do latim "daus" — significa: entidade superior ou ser supremo. E há ainda a etimologia hebraica: "Yahwen Teva-ot" — Ele traz as hostes à existência.
Seu próprio nome nos oferece um punhado de Sua grandeza, mas saiamos da etimologia, embora ela nos dê pequenos embargos da Sua compreensão; Isto é só para mostra-lhes que é contumaz termos essa percepção de Sua imagem e ações, visto que a linguagem nos induz a essa inferência.
Contudo, ouso dizer que Deus manifesta-se ternamente, opondo-se aquilo que a razão humana julga conhecer.
Duma coisa tenho certeza, o Criador por ser o suprassumo da inteligência, nos exige, de semelhante modo, um exercício de inteligência para entendê-lo, não há como captar isso sem reflexão.
E por que disso? Particularmente eu não sei, mas arrisco a dizer que Deus está nos detalhes, e para vê-los é preciso atenção, não se exaspere. E duma coisa pode ter certeza, Ele sempre esteve lá, você que não O notou.
"Você vê mas não observa (...) a distinção é clara." — Sherlock Holmes: Um Estudo em Vermelho.


Grande texto que nos faz refletir sobre as grandezas do Criador e do seu infinito amor e cuidado nos mínimos detalhes.
ResponderExcluirMuito obrigado, meu caro, é exatamente isso, fico feliz que tenha gostado.
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